O melhor da NRF 2010
3 de fevereiro, 2010 - postado por Tom ComunicaçãoConfira abaixo a apresentação do Grupo Tom de Estudos desta terça-feira:
Confira abaixo a apresentação do Grupo Tom de Estudos desta terça-feira:
Reza a lenda que Bill Bernbach andava em sua DDB com cartão vermelho no bolso. Toda vez que via dois profissionais defendendo apaixonamente um argumento, o apresentava. Nele, lia-se a advertência título deste post.
Gosto de me lembrar sempre dessa advertência. Por me achar uma pessoa muito passional e sem receio de defender um ponto de vista, acho-a particularmente valiosa.
Na última semana tenho me lembrado bastante dela. É que tenho visto pessoas decretando com tanta veemência o sucesso ou o fracasso do iPad, que fico tentada a sair distribuindo cartões vermelhos de Bernbach.
Claro que temos todos o direito de reagir ao lançamento de um produto tão badalado, de uma marca tão cultuada. Sentimo-nos testemunha de um momento importante e muitos não querem passar batido por ele.
Mas daí a decretar o futuro inexorável (particularmente seu fracasso) do novo gadget, é uma longa distância.
Achou minha preocupação boba? Veja só o que um dos “grandes gurus” do marketing fim do século passado afirmou em maio de 2007 a propósito do lançamento do iPhone:
O mundo ganhou o iPad. A @adrimachado ganhou um iFóssil.

Aproveite e veja o vídeo de apresentação do iPhone de Itu*:
*iPhone de Itu é por conta do @matheuspcgomes hahaha
Avatar é mais que um filme em 3D.
Avatar é mais que Pocahontas com efeitos especiais impressionantes.
Avatar é mais que a segunda maior bilheteria de todos os tempos até agora.
Avatar é a realização de um sonho.
Um sonho que começou na cabeça do jovem James Cameron, em 1977, ao sair de uma sessão do então revolucionário Guerra nas Estrelas.
“Como assim? Esse tal de George Lucas criou um outro universo. Criou seus habitantes, sua cultura, seus conflitos. Quero fazer isso também.”, ele deve ter pensado.
E com essas idéias na cabeça, James Cameron abandonou seu emprego e foi batalhar uma vaga na indústria do cinema.
Começou por baixo, fazendo maquetes. Foi também designer e diretor de arte até conseguir dirigir seu primeiro longa, Piranha II.
Sem piadinha, por favor.
Depois, filmes como O Exterminador do Futuro 1 e 2, Aliens – O Resgate e True Lies transformaram James Cameron em um dos cardeais dos efeitos especiais.
Mas foi uma história de amor entre um rapaz pobre e uma menina rica que lhe garantiu fama e dinheiro suficientes para, agora sim, investir em seu grande sonho.
Aí James saiu de cena e botou a mão na massa.
Foram 14 anos entre as primeiras versões do roteiro à versão que eu e você vimos na tela.
Até câmeras especiais foi necessário desenvolver para que seu sonho visse a luz do dia. Ou a escuridão das salas de cinema.
E viu.
Ou seja, apesar de toda descrença pré-estréia, ele conseguiu realizar seu sonho.
Fica a dica: nunca duvide de ninguém.
Se aquele filme da Apple tivesse sido feito hoje, James Cameron certamente estaria incluído no rol de personalidades que foram loucas o suficiente para querer mudar o mundo.
Mas a pergunta que fica disso tudo é: e você, o que tem feito para realizar o seu sonho, seja ele qual for?
PS.: Em tempo, muito obrigado pelos comentários no post sobre Susan Boyle, storytelling etc. Prometo não… Minto. Prometo nada. Melhor assim. ![]()

David já era símbolo da Florença renascentista antes de Michelangelo criar sua versão. Donatello e Verrochio, por exemplo, já tinham seus Davids incorporados ao acervo dos palácios florentinos, ambos retratados em seu triunfo: com a cabeça do gigante Golias a seus pés. A genialidade e inspiração do David de Michelangelo começa já pela escolha do momento em que a história é melhor capturada, o exato instante que precede a luta. Pedra e funda na mão, olhar concentrado no objetivo. Onde mandar a pedra?
Mais de 500 anos depois, estamos aqui, dia após dia, com a sensação de sermos uma legião de Davids brigando contra vários Golias. Muitos desafios, poucos recursos, muito a fazer em muito pouco tempo. Concorrentes em número crescente, clientes empoderados, fórmulas conhecidas que perdem eficácia como um remédio vencido. A demanda por ação (na verdade, reação, na maioria dos casos) quase nos impele a sair fazendo freneticamente. Sem parar, sem pensar, sem olhar. E nunca a lição de Michelangelo foi tão útil: antes de atirar a pedra é preciso olhar para o desafio, considerar o objetivo e imaginar o melhor caminho para alcançá-lo.
Eu sempre achei que a melhor metáfora para o planejamento era esse olhar de David. Hoje, acho que ele é a melhor metáfora para a vida.
*Copyright do Vina
Entendo nada sobre cimática. De acordo com a Wikipedia, “Cimática é o estudo das ondas. Está associado aos padrões físicos produzidos pela interação de ondas sonoras em um meio“. A primeira vez que ouvi o termo foi sexta-feira, assistindo a uma palestra do Evan Grant no TED Global de 2009, cujo título é “Making sound visible through cymatics“. Como você também não deve saber do que se trata, aqui está a palestra (assista mesmo você não entenda inglês; as imagens falam por si só):
Ou então, se preferir, assista a esse, mais curto, para ver do que estou falando:
Entendo um pouco sobre ARG. A sigla significa “Alternate Reality Game” e é um jogo que, resumidamente, combina realidade e ficção, internet, mídias sociais e pistas e acontecimentos no mundo físico.
Voltando a cimática: no século XVIII, um rapaz chamado Ersnt Chladni, conhecido como o “pai da acústica”, estudou o fenômeno utilizando um arco de violino e uma chapa de metal exatamente como no vídeo acima e criou essa tabela com os padrões desenhados pela poeira.

Não parecem um pouco com QR Codes? Bom, mesmo que você não ache parecido na aparência, deve concordar que são na função. Ambos são códigos para uma segunda coisa: som, no caso da cimática, e texto, no caso do QR.
Muito bem. Sabe a Igreja de Rosslyn, aquela do final de Código Da Vinci? A personagem de Tom Hanks diz que ela é um tratado de semiótica e tal, lembra? Então, nela há uma série de cubos com o que depois de muito tempo descobriram que eram representações parecidas com as da imagem acima, olha:


Um músico pegou os códigos e interpretou como música, resultando no “The Rosslyn Motet”. Não parece mesmo um ARG, cujo objetivo é descobrir uma sinfonia? Confira no video abaixo.
Uau. Semiótica aplicada. Queria ter entendido mais disso na faculdade.
*********
Tem esse aqui também, um uso bizarro (e bacana) da cimática. Me lembrou isso aqui.
Uma graça este curta da Lego:
O site também é bem bacaninha, totalmente integrado com twitter (#legoclick), RSS e afins.
Para completar, a marca desenvolveu um aplicativo de iPhone: com a câmera você captura os “momentos de clique” e os transforma em lego através do app.
A campanha Novas Unidades, criada para a Faculdade Pitágoras, partiu de um desafio interessante, apresentar a marca a novas cidades de uma maneira simpática e próxima, sem deixar de demonstrar o tamanho da instituição.
As peças foram desenvolvidas mostrando sempre a reação das pessoas à chegada faculdade, representada por um “monolito” com a forma da própria logo da Faculdade Pitágoras
O resultado já pode ser visto em cidades como Belo Horizonte, Contagem, Feira de Santana, Uberlândia e Votorantim.
E aí, topa a provocação? (Via Paula Rizzo)
Essa foi indicação do Diretor de Arte Lucas Queiroz.
A Mother, uma das coisas mais criativas que existe no mundo (e não estou falando só de agências de comunicação), desenvolveu uma ação sensacional.
Mandaram um email, naquele formato tradicional e típico de spam, para centenas de pessoas oferecendo dez mil dólares em troca de nome e dados bancários completos. Apenas uma pessoa respondeu.
O resultado é surpreendente e até mesmo emocionante.
A campanha da Usiminas que está no ar tem vídeo-episódios exclusivos para a web. Neles é exibido o dia a dia de um empregado da empresa, demonstrando as mudanças que estão acontecendo por lá e como cada um é importante para que tudo ocorra bem. Veja aqui um desses episódios:
Para ver outros, confira sempre no hotsite da campanha. Por enquanto tem só mais um lá, mas em breve haverá outros.
E aqui o filme de TV:

“I Throw Myself At Men” é uma série de fotografias da artista Lilly McElroy, nascida e criada no sul do Arizona. A ideia é muito simples: ela literalmente se joga em cima dos homens e uma amiga fotografa a reação deles. Ao invés de criar relacionamentos e seguir etapas será que é melhor ir assim, digamos, direto ao assunto? ![]()


Caixinha de som para iPod/iPhone não é novidade nenhuma, mas achei bacana essa daqui que combina um app com o suporte. Você faz o download grátis do aplicativo e, ao colocar o iPhone no dock (custa US$59,99 na The Sharper Image), os ponteiros aparecem, apontando pros números ao redor.
Via mobpop
“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…!” Mario Quintana
Feliz 2010 a todos!
Bruna Ladeira foi além e conseguiu este vídeo inédito para nosso blog - o rei dos mascotes em tempos de Natal.
A gente sabe que é Natal quando o Papai Noel passa em plena Getúlio Vargas seguido por um ‘trem da alegria” repleto de mascotes. Uma pena que a foto não ficou muito boa.
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