O jogo das narrativas
9 de março, 2010 - postado por Ingrid LussyConfira abaixo a apresentação do Grupo Tom de Estudos desta manhã:
As fotos também estão disponíveis aqui.
Confira abaixo a apresentação do Grupo Tom de Estudos desta manhã:
As fotos também estão disponíveis aqui.
O curta de animação que levou a estatueta ontem.

Dá gosto ver um trabalho bem feito, não dá? Clique aqui (ou na imagem) e assista na própria página do Vimeo (senão, não tem graça) e saiba do que estou falando.
O Roger, diretor de arte da Tom, está pintando a fachada do prédio do Grupo Corpo. Fica ali na Avenida Bandeirantes, em Belo Horizonte, tradicional endereço para caminhadas e corridas da população da Zona Sul da cidade.
Veja uma sequencia de fotos da pintura de uma dos personagens da obra, a sereia:
O artistão está publicando novas fotos no seu perfil do Facebook, procura lá: Rogério Fernandes. Ou então, melhor ainda, vai dar uma corridinha na Bandeirantes para conferir ao vivo.
Você paga pelo conteúdo que lê/assiste/baixa na Internet? É porque não vê sentido (afinal, é de graça mesmo) ou porque não conhece uma forma eficiente de fazê-lo?
Peter Sunde, um dos camaradas do Pirate Bay, criou um sistema de micropagamento chamado Flattr que promete encher o bolso de muitos blogueiros, bandas independentes e todo mundo que gera conteúdo gratuito por aí. A idéia é muito simples: você paga um valor fixo por mês que é distribuído por todos os seus sites de interesse.
O Maurilo, por exemplo, pode colocar um botão do Flattr no Pastelzinho e todos os leitores que tiverem interesse em incentivá-lo, dar uma forcinha ou simplesmente demonstrarem que curtem pra caramba o blog dele podem fazê-lo através de um clique (tá, você pode fazer isso através de um comentário, mas é muito melhor ganhar dinheiro né minha gente?)
Abaixo você assiste o vídeo que explica direitinho como o Flattr funciona:
Será que isso pega?

Após uma ausência de mais de 5 meses aqui no blog, impressiona como essa coluna ainda é capaz de gerar lembranças espontâneas no público. Contrariando a máxima de que o brasileiro tem memória curta e só mesmo à base de muita cafeína é capaz de ativar a área do cérebro responsável pelos flash backs, coletâneas e demais reminiscências, nossa coluna acaba de ser homenageada pela Cow Parede com uma vaquinha homônima. Aos responsáveis pela comovente deferência, o nosso sincero muito obrigado e a lembrança que o cachê poderá ser pago em cápsulas de Nespresso Ristretto.
Você já conhecia o Google Goggles para Android?
E o Point & Find da Nokia?
Que eu saiba, o iPhone ainda não faz nada disso. Mas é tudo uma questão de tempo, não é mesmo?
É verdade que o blog está precisando de mais ação ultimamente. Bom, tá aí.
Confira abaixo a apresentação do Grupo Tom de Estudos desta terça-feira:
Reza a lenda que Bill Bernbach andava em sua DDB com cartão vermelho no bolso. Toda vez que via dois profissionais defendendo apaixonamente um argumento, o apresentava. Nele, lia-se a advertência título deste post.
Gosto de me lembrar sempre dessa advertência. Por me achar uma pessoa muito passional e sem receio de defender um ponto de vista, acho-a particularmente valiosa.
Na última semana tenho me lembrado bastante dela. É que tenho visto pessoas decretando com tanta veemência o sucesso ou o fracasso do iPad, que fico tentada a sair distribuindo cartões vermelhos de Bernbach.
Claro que temos todos o direito de reagir ao lançamento de um produto tão badalado, de uma marca tão cultuada. Sentimo-nos testemunha de um momento importante e muitos não querem passar batido por ele.
Mas daí a decretar o futuro inexorável (particularmente seu fracasso) do novo gadget, é uma longa distância.
Achou minha preocupação boba? Veja só o que um dos “grandes gurus” do marketing fim do século passado afirmou em maio de 2007 a propósito do lançamento do iPhone:
O mundo ganhou o iPad. A @adrimachado ganhou um iFóssil.

Aproveite e veja o vídeo de apresentação do iPhone de Itu*:
*iPhone de Itu é por conta do @matheuspcgomes hahaha
Avatar é mais que um filme em 3D.
Avatar é mais que Pocahontas com efeitos especiais impressionantes.
Avatar é mais que a segunda maior bilheteria de todos os tempos até agora.
Avatar é a realização de um sonho.
Um sonho que começou na cabeça do jovem James Cameron, em 1977, ao sair de uma sessão do então revolucionário Guerra nas Estrelas.
“Como assim? Esse tal de George Lucas criou um outro universo. Criou seus habitantes, sua cultura, seus conflitos. Quero fazer isso também.”, ele deve ter pensado.
E com essas idéias na cabeça, James Cameron abandonou seu emprego e foi batalhar uma vaga na indústria do cinema.
Começou por baixo, fazendo maquetes. Foi também designer e diretor de arte até conseguir dirigir seu primeiro longa, Piranha II.
Sem piadinha, por favor.
Depois, filmes como O Exterminador do Futuro 1 e 2, Aliens – O Resgate e True Lies transformaram James Cameron em um dos cardeais dos efeitos especiais.
Mas foi uma história de amor entre um rapaz pobre e uma menina rica que lhe garantiu fama e dinheiro suficientes para, agora sim, investir em seu grande sonho.
Aí James saiu de cena e botou a mão na massa.
Foram 14 anos entre as primeiras versões do roteiro à versão que eu e você vimos na tela.
Até câmeras especiais foi necessário desenvolver para que seu sonho visse a luz do dia. Ou a escuridão das salas de cinema.
E viu.
Ou seja, apesar de toda descrença pré-estréia, ele conseguiu realizar seu sonho.
Fica a dica: nunca duvide de ninguém.
Se aquele filme da Apple tivesse sido feito hoje, James Cameron certamente estaria incluído no rol de personalidades que foram loucas o suficiente para querer mudar o mundo.
Mas a pergunta que fica disso tudo é: e você, o que tem feito para realizar o seu sonho, seja ele qual for?
PS.: Em tempo, muito obrigado pelos comentários no post sobre Susan Boyle, storytelling etc. Prometo não… Minto. Prometo nada. Melhor assim. ![]()

David já era símbolo da Florença renascentista antes de Michelangelo criar sua versão. Donatello e Verrochio, por exemplo, já tinham seus Davids incorporados ao acervo dos palácios florentinos, ambos retratados em seu triunfo: com a cabeça do gigante Golias a seus pés. A genialidade e inspiração do David de Michelangelo começa já pela escolha do momento em que a história é melhor capturada, o exato instante que precede a luta. Pedra e funda na mão, olhar concentrado no objetivo. Onde mandar a pedra?
Mais de 500 anos depois, estamos aqui, dia após dia, com a sensação de sermos uma legião de Davids brigando contra vários Golias. Muitos desafios, poucos recursos, muito a fazer em muito pouco tempo. Concorrentes em número crescente, clientes empoderados, fórmulas conhecidas que perdem eficácia como um remédio vencido. A demanda por ação (na verdade, reação, na maioria dos casos) quase nos impele a sair fazendo freneticamente. Sem parar, sem pensar, sem olhar. E nunca a lição de Michelangelo foi tão útil: antes de atirar a pedra é preciso olhar para o desafio, considerar o objetivo e imaginar o melhor caminho para alcançá-lo.
Eu sempre achei que a melhor metáfora para o planejamento era esse olhar de David. Hoje, acho que ele é a melhor metáfora para a vida.
*Copyright do Vina
Entendo nada sobre cimática. De acordo com a Wikipedia, “Cimática é o estudo das ondas. Está associado aos padrões físicos produzidos pela interação de ondas sonoras em um meio“. A primeira vez que ouvi o termo foi sexta-feira, assistindo a uma palestra do Evan Grant no TED Global de 2009, cujo título é “Making sound visible through cymatics“. Como você também não deve saber do que se trata, aqui está a palestra (assista mesmo você não entenda inglês; as imagens falam por si só):
Ou então, se preferir, assista a esse, mais curto, para ver do que estou falando:
Entendo um pouco sobre ARG. A sigla significa “Alternate Reality Game” e é um jogo que, resumidamente, combina realidade e ficção, internet, mídias sociais e pistas e acontecimentos no mundo físico.
Voltando a cimática: no século XVIII, um rapaz chamado Ersnt Chladni, conhecido como o “pai da acústica”, estudou o fenômeno utilizando um arco de violino e uma chapa de metal exatamente como no vídeo acima e criou essa tabela com os padrões desenhados pela poeira.

Não parecem um pouco com QR Codes? Bom, mesmo que você não ache parecido na aparência, deve concordar que são na função. Ambos são códigos para uma segunda coisa: som, no caso da cimática, e texto, no caso do QR.
Muito bem. Sabe a Igreja de Rosslyn, aquela do final de Código Da Vinci? A personagem de Tom Hanks diz que ela é um tratado de semiótica e tal, lembra? Então, nela há uma série de cubos com o que depois de muito tempo descobriram que eram representações parecidas com as da imagem acima, olha:


Um músico pegou os códigos e interpretou como música, resultando no “The Rosslyn Motet”. Não parece mesmo um ARG, cujo objetivo é descobrir uma sinfonia? Confira no video abaixo.
Uau. Semiótica aplicada. Queria ter entendido mais disso na faculdade.
*********
Tem esse aqui também, um uso bizarro (e bacana) da cimática. Me lembrou isso aqui.
Uma graça este curta da Lego:
O site também é bem bacaninha, totalmente integrado com twitter (#legoclick), RSS e afins.
Para completar, a marca desenvolveu um aplicativo de iPhone: com a câmera você captura os “momentos de clique” e os transforma em lego através do app.
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