A série “Will It Blend?” parece não ter fim (ainda bem). Sempre triturando algumas coisinhas que gostaríamos de ver em pedaços…bom, nem todas. O Iphone 4 e o Ipad foi difícil de ver, mas essa de agora é mais que merecida. A empresa aproveitou todo o bafafá (e barulho) causado na Copa e, literalmente, esfarelou uma vulvuzela.
1 de fevereiro, 2010 - postado por Adriana Machado
Reza a lenda que Bill Bernbach andava em sua DDB com cartão vermelho no bolso. Toda vez que via dois profissionais defendendo apaixonamente um argumento, o apresentava. Nele, lia-se a advertência título deste post.
Gosto de me lembrar sempre dessa advertência. Por me achar uma pessoa muito passional e sem receio de defender um ponto de vista, acho-a particularmente valiosa.
Na última semana tenho me lembrado bastante dela. É que tenho visto pessoas decretando com tanta veemência o sucesso ou o fracasso do iPad, que fico tentada a sair distribuindo cartões vermelhos de Bernbach.
Claro que temos todos o direito de reagir ao lançamento de um produto tão badalado, de uma marca tão cultuada. Sentimo-nos testemunha de um momento importante e muitos não querem passar batido por ele.
Mas daí a decretar o futuro inexorável (particularmente seu fracasso) do novo gadget, é uma longa distância.
Achou minha preocupação boba? Veja só o que um dos “grandes gurus” do marketing fim do século passado afirmou em maio de 2007 a propósito do lançamento do iPhone:
18 de janeiro, 2010 - postado por Guilherme Boechat
Entendo nada sobre cimática. De acordo com a Wikipedia, “Cimática é o estudo das ondas. Está associado aos padrões físicos produzidos pela interação de ondas sonoras em um meio“. A primeira vez que ouvi o termo foi sexta-feira, assistindo a uma palestra do Evan Grant no TED Global de 2009, cujo título é “Making sound visible through cymatics“. Como você também não deve saber do que se trata, aqui está a palestra (assista mesmo você não entenda inglês; as imagens falam por si só):
Ou então, se preferir, assista a esse, mais curto, para ver do que estou falando:
Entendo um pouco sobre ARG. A sigla significa “Alternate Reality Game” e é um jogo que, resumidamente, combina realidade e ficção, internet, mídias sociais e pistas e acontecimentos no mundo físico.
Voltando a cimática: no século XVIII, um rapaz chamado Ersnt Chladni, conhecido como o “pai da acústica”, estudou o fenômeno utilizando um arco de violino e uma chapa de metal exatamente como no vídeo acima e criou essa tabela com os padrões desenhados pela poeira.
Não parecem um pouco com QR Codes? Bom, mesmo que você não ache parecido na aparência, deve concordar que são na função. Ambos são códigos para uma segunda coisa: som, no caso da cimática, e texto, no caso do QR.
Muito bem. Sabe a Igreja de Rosslyn, aquela do final de Código Da Vinci? A personagem de Tom Hanks diz que ela é um tratado de semiótica e tal, lembra? Então, nela há uma série de cubos com o que depois de muito tempo descobriram que eram representações parecidas com as da imagem acima, olha:
Um músico pegou os códigos e interpretou como música, resultando no “The Rosslyn Motet”. Não parece mesmo um ARG, cujo objetivo é descobrir uma sinfonia? Confira no video abaixo.
Uau. Semiótica aplicada. Queria ter entendido mais disso na faculdade.
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Tem esse aqui também, um uso bizarro (e bacana) da cimática. Me lembrou isso aqui.
“I Throw Myself At Men” é uma série de fotografias da artista Lilly McElroy, nascida e criada no sul do Arizona. A ideia é muito simples: ela literalmente se joga em cima dos homens e uma amiga fotografa a reação deles. Ao invés de criar relacionamentos e seguir etapas será que é melhor ir assim, digamos, direto ao assunto?
29 de outubro, 2009 - postado por Guilherme Boechat
Tá aí uma sugestão para você que não vai viajar nesse feriado e pode ficar um pouco entediado: chame os seus amigos e organize uma competiçãozinha de Chesse Rolling na sua cidade.
BH seria um cenário perfeito para essa modalidade do atletismo jackass.
29 de setembro, 2009 - postado por Maurilo Andreas
Em InhoTom a arte não cessa. Regozijai-vos!
Shrek Paste-Up - Um Diretor de Arte e sua tentativa frustrada de fazer algo belo sem usar o computador.
Bem nas bolas - A frustração e a resistência diante das adversidades representadas pela bola, um símbolo milenar de virilidade.
Pulmão sujo, pulmão limpo - Bitucas de cigarro e produtos de limpeza sugerem um contraponto que leva a questionamentos pulmonares importantes do nosso tempo.
Graças a uma parceria com a Fiat Automóveis, Belo Horizonte é a primeira cidade da América do Sul a ser fotografada para o Google Street View. Nos próximos dias, se ao andar pelas ruas da Savassi você esbarrar com um Stilo vermelho (facilmente identificável por uma parafernália no teto), sorria: são grandes as chances de você sair bem na foto. Somente hoje cruzei com dois destes carrinhos circulando pela Zona Sul da cidade. Da primeira vez, fotografei. Da segunda, dei uma ajeitada na peruca e mandei um “howdy, dude!!!”.
O artista belga Wim Delvoye criou uma máquina que transforma comida em fezes artificiais. Segundo ele nós desprezamos demais o bom e velho número 2 e fez esta máquina para que nós enxergamos isto. Parafraseando o artista : “To make people stop treating their shit like shit.”
27 de agosto, 2009 - postado por Guilherme Boechat
Em Belo Horizonte é comum escutar carros de som anunciando os mais variados produtos. Os mais comuns, pelo menos nas regiões onde eu transito, é a pamonha, a uva gaúcha e o abacaxi. Isso é muito diferente do carro de som comum, que o anunciante usa para chamar o consumidor para a loja para realizar a compra. No caso dos produtos citados se trata de um chamado para uma ação imediata. Você escuta “pamonha, pamonha. Olha a pamonha. Pamonha quentinha”, desce pra rua e compra. Na prática, são pontos de venda ambulantes. Tem uma figura que gasta o gogó e até virou lenda: o amolador.
Bizarro, mas bizarro mesmo, é o uso de carros de som pela polícia militar de Santa Luzia - MG. Escute o áudio abaixo, veja a foto e reflita: você pretende matar alguém? É melhor não passar por lá.
Áudio e foto pertencem ao UOL. A matéria completa, escrita por Rayder Bragon, está aqui.
Nick Veasey é um artista que faz fotos com máquinas de raio-x. Ele usa máquinas de tudo quanto é tipo, desde as industriais (que os policiais usam para escanear carros) até as mais sensíveis, que revelam as pequenas estruturas de insetos ou pequenos objetos.
“I like to challenge the automatic way in which we react to external physical appearance by highlighting the often surprising inner beauty of things.” Nick Veasey
O site Worth1000 fez um concurso online para que os internautas criassem imagens transformando frutas, legumes ou plantas em animais. O resultado é genial. Adorei o golfinho feito de banana.
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