Um ano em 90 segundos
7 de janeiro, 2010 - postado por Luis AugustoCategorias: Cotidiano
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O título deste post é minha cantilena nos caixas de padarias, farmácias, supermercados e afins. Explico: se na prateleira os produtos valem R$ 5,78, R$ 16,94 ou R$ 32,13, por que no caixa eles passam a valer R$ 5,80, R$ 16,95 ou R$ 32,15 quando pagamos em espécie? “Estamos sem moedas de 1 centavo, senhor”, diz a mocinha querendo dizer nas entrelinhas “Que sujeito pão duro! Reclamar do troco de 1 centavo!”. Reclamo sim. E quando não reclamo, imponho minhas condições em defesa de meus direitos: “Já deixei de receber vários centavos aqui. Hoje vou pagar menos”. E arredondo pra baixo o valor.
Não, não ficarei mais pobre sem o meu troco de 2 centavos. Não fará falta no fim do mês tal quantia. Mas não me calo diante dessa prática espúria dos comerciantes. Por que nós, consumidores, temos de pagar pela falta de troco? Que o comércio tenha sempre em caixa muitas, mas muitas centenas de milhares de moedinhas de 1 centavo. Ou arredonde os preços nas prateleiras. Imagine os milhões que esses caras ganham em um ano, só com esses centavinhos que os displicentes deixam todos os dias nos caixas de estabelecimentos comerciais.
Acredito que as pessoas se envergonham de reinvidicar tal direito, com medo de serem taxadas de mesquinhas. Mas, no fundo, gostariam de receber seus trocos de forma correta. Ou, no mínimo, serem tratadas com respeito, sendo informadas de que não há moedas para dar o troco certo. Creio também que o descaso com o troco revela uma ínfima faceta do comodismo encruado da sociedade brasileira, o de aceitar as coisas “porque é assim que elas são aqui no Brasil”. Eu não aceito.
É… acho que estou ficando como o meu amigo Maurilo Andreas: um velho resmungão.
Tags: Direitos, Reclamação, Troco
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