Tom Procê

Tom Comunicação

“Cuidado, o outro pode estar certo”

Reza a lenda que Bill Bernbach andava em sua DDB com cartão vermelho no bolso. Toda vez que via dois profissionais defendendo apaixonamente um argumento, o apresentava. Nele, lia-se a advertência título deste post.

Gosto de me lembrar sempre dessa advertência. Por me achar uma pessoa muito passional e sem receio de defender um ponto de vista, acho-a particularmente valiosa.

Na última semana tenho me lembrado bastante dela. É que tenho visto pessoas decretando com tanta veemência o sucesso ou o fracasso do iPad, que fico tentada a sair distribuindo cartões vermelhos de Bernbach.

Claro que temos todos o direito de reagir ao lançamento de um produto tão badalado, de uma marca tão cultuada. Sentimo-nos testemunha de um momento importante e muitos não querem passar batido por ele.

Mas daí a decretar o futuro inexorável (particularmente seu fracasso) do novo gadget, é uma longa distância.

Achou minha preocupação boba? Veja só o que um dos “grandes gurus” do marketing fim do século passado afirmou em maio de 2007 a propósito do lançamento do iPhone:

Categorias: Eu hein?

8 Comentários

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  1. redatozim  |  

    Ainda bem que eu não tenho grana pra comprar, aí nem preciso me preocupar se vai ser sucesso ou não ;)

  2. Guilherme Boechat  |  

    O “grande guru” fala igual o Doctor Evil.

  3. Pâmela Faria  |  

    Boa Tarde ,

    Sou Atualmente atendimento em uma agência no interior de São Paulo, tenho a intenção de me mudar para Belo Horizonte e estou em busca de uma oportunidade na área.
    A agência Tom Comunicação é sem dúvidas um lugar onde gostaria realmente de demonstrar todo meu potencial e contribuir.

    Tenho alguma experiência atendendo clientes no mercado do Sul de Minas Gerais na agência Tríadaz, como o Queijo Cruzília, o Café Unique e a Granja Iana, todos produtos de qualidade de exportação e também distribuição no sudeste.
    Segue em anexo meu curriculo com algumas das minhas experiências e qualificações.

    Espero obter um retorno sobre a vaga e poder fazer parte dessa nova equipe.

    Obrigada desde já pela atenção.

    Pâmela Faria

  4. Adriana Machado  |  

    Pâmela, por aqui não conseguimos receber anexos.
    Faça o seguinte, mande um e-mail para tom@tomcomunicacao.com.br que a gente te responde pessoalmente.

  5. ivan  |  

    Tem que esperar. Mas eu acho que vinga.

  6. Adriana Machado  |  

    Eu tenho a impressão que ele vai vingar, também. Mas meu ponto nem é esse. A questão é que a gente se pega tão envolvido no argumento, em ganhar a discussão, em derrotar a lógica “adversária”, que acabamos nos fechando não só para essa lógica, mas também para os fatos e dados que possam reforçá-la.
    Esse despreendimento de acatar dois argumentos contrários e ainda assim manter a capacidade de ação me parece ser o grande desafio ao lidar com a complexidade de um mundo sem verdades definitivas.
    Talvez por isso eu gosto tanto da ciência e do exercício científico de trabalhar com verdades provisórias.

  7. Zezé Souza Carmo  |  

    Isto está me lembrando um negócio bacana que minha irmã juíza falava: o ‘direito do contraditório’ algo a ver com os dois lados ou as duas verdades, a bilateridade das coisas. Ela definia com um termo em latim que busquei agora. Audiatur et altera pars, que significa “ouça-se também a outra parte”.

  8. Zezé Souza Carmo  |  

    Em tempo, a minha verdade é: Adoro canivete suiço!

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